BLOG MARTINS ANDRADE E VOCÊ–A MÃO ÚNICA DA LAVA JATO.

“…não há a menor dúvida de que a Lava Jato tem lado. O mesmo lado de Gilmar Mendes.” Luis Nassif.

Os brasileiros mais politizados e ainda não ferroados pela vespa da insensatez; os que ainda não foram mordidos pela reverberação midiática; os vacinados contra os preconceitos partidários tem se perguntado: porque a investigação da Lava Jato só descambou para uma lado da rua onde moram os ladrões, mais precisamente, o lado esquerdo do quarteirão de malfeitores do dinheiro público?

Terá sido porque a origem serventual do Juiz Sérgio Moro, responsavel pelo inquérito, é no PSDB  do Paraná?

Como se sabe, o Juiz Sergio Moro começou seu trabalho em serviço público, sendo procurador da prefeitura de Maringá, no Paraná, cujo partido era o PSDB. E foi como ocupante desse cargo, que teve seu primeiro encontro com o doleiro Alberto Youssef, por ocasião de um inquérito que apurava o desvio de 500 milhões de reais daquela prefeitura. Youssef foi o doleiro que fez a lavagem do dinheiro e o então advogado e procurador do município, Sergio Moro, foi a testemunha de defesa da prefeitura e do tributarista Irivaldo Joaquim de Souza, envolvido no desvio, junto com o prefeito Jairo Gianoto, do PSDB.

Além do mais, sua mulher advoga para o PSDB. E todos sabem o que ocorre a um casal, quando a mulher começa a exigir determinados comportamentos do marido.

Pelo lado do Procurador da República, Rodrigo Janot, é discutível também que não tenha relacionado Aécio Neves aos investigados, uma vez que o Presidenciável recebeu, apenas de duas empreiteiras, cerca de  30 milhões de reais, e Aécio Neves é conterrâneo do Procurador Geral: ambos são mineiros.

Não há a menor dúvida de que existe uma deliberação da justiça e do MPF de fazer uma investigação seletiva.

Com o auxílio da mídia fica fácil infundir a revolta no seio do brasileiro mais despolitizado.

A justiça e o MPF estão investigando o lado esquerdo da rua dos ladrões. No lado direito os malfeitores são inimputáveis.

As investigações da Lava Jato tem mão única.

Sobre esse assunto, republico o artigo do jornalista Luis Nassif, publicado em seu Blog no ggn1.

A Lava Jato tem lado

O Jornal de todos Brasis

Há um grande mérito na Lava Jato e uma grande interrogação.

O mérito foi o de ter, pela primeira vez, investigado uma das fontes centrais históricas do poder político brasileiro: as grandes empreiteiras de obras públicas.

A dúvida é o filtro político que impôs às investigações.

Para tentar entender:

1. A Lava Jato pretendia manter sob suas asas todos os inquéritos resultantes das delações negociadas até agora.

2. Há personagens centrais na Lava Jato: do lado dos beneficiários, gerentes e diretores da Petrobras e operadores do PT e do PMDB. Do lado dos pagadores, as empreiteiras.

3. A Lava Jato derivou para o setor elétrico, apurando os desvios da Eletronuclear.

4. Ora, o que Petrobras e Eletrobras têm em comum, para permitir à Lava Jato avançar sobre o setor elétrico? As mesmas empreiteiras.

O ponto em comum que unifica tudo, portanto, são as empreiteiras, seu modo de operar, seus subornos e financiamentos de campanha.

Sendo assim, qual a razão da Lava Jato ter deixado de fora governos tucanos?

A maior contribuição da UTC foi para a campanha de Aécio Neves. A grande obra da UTC em Minas foi o Centro Administrativo. Em São Paulo, as mesmas empreiteiras participaram de obras do Rodoanel e das parcerias para administrar as estradas paulistas.

No entanto,  nenhum dos bravos delegados e procuradores, o imbatível juiz Sergio Moro tiveram a curiosidade de perguntar aos delatores sobre o financiamento à campanha de Aécio e para políticos paulistas.

Não há álibi técnico ou jurídico que possa justificar a desatenção do grupo em relação aos malfeitos dos réus com governos tucanos.

Na fase das investigações, especialmente ao colher os depoimentos dos réus e delatores, todos os temas relacionados às suspeitas de suborno por parte das empreiteiras são relevantes. Se surgirem indícios de cometimento de crimes em outras esferas, encaminha-se a denúncia para o STF (Supremo Tribunal Federal) (se for de réu com prerrogativa de foro) que decidirá se cabe um novo inquérito ou se a investigação será no bojo do mesmo.

Se a intenção é passar o país a limpo, tendo ao seu dispor pessoas dispostas a delatar, qual a razão da Lava Jato não ter aberto o leque para todos os partidos? A desculpa de não perder o foco não bate. Se não surgir outra Lava Jato, os segredos dos doleiros e delatores morrerão com eles, debaixo do nariz da tropa de 360 procuradores e técnicos que o MPF colocou à disposição.

Por tudo isso, pelo fato do Procurador Geral da República Rodrigo Janot ter poupado Aécio Neves das  denúncias do doleiro Alberto Yousseff sobre Furnas, de jamais ter tirado da gaveta o inquérito sobre a conta no paraíso fiscal de Liechtenstein, pelo fato de procuradores e delegados jamais terem se preocupado com a questão óbvia de investigar outros partidos políticos, não há a menor dúvida de que a Lava Jato tem lado. O mesmo lado de Gilmar Mendes.

Os bravos procuradores sequer se preocupam em justificar essa seletividade, como se o assunto não existisse.

Mas há um cadáver no meio da sala de jantar. E não haverá como escondê-lo para sempre.

 

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