A MÍDIA E O FOGAREIRO DO IMPEACHMENT.

Ouvi um colega destilar suas dúvidas contra o governo, mais pelo que ouviu e viu, do que pelo procurou ler em outras fontes alternativas.

Um cidadão, que se suponha bem informado, tomar atitudes e emitir conceitos sobre as coisas que estão acontecendo no Brasil, a partir do ouve, lê e vê o que nossas principais empresas de mídias vociferam, não deve se considerar uma pessoa informada.

Há que se fazer uma separação entre um governo corrupto e funcionários corruptos.

Não existe uma placa na cara de pessoas para dizer que fulano é corrupto, sicrano é honesto.

Apenas sua moral, sua indole o capacita a não praticar atos de corrupção.

Por exemplo: Paulo Roberto Costa, o pivô das falcatruas descobertas na Petrobrás, foi nomeado por Fernando Henrique Cardoso. Está na empresa há mais de 16 anos.

Exerceu cargos de direção nomeado por Fernando Henrique Cardoso.

Se está lá em todo esse tempo, e ocupando cargos diretivos, é porque  quem o nomeou o julgou competente.

E em toda essa celeuma, nenhum veículo de mídia acusou FHC de comandar uma quadrilha dentro da Petrobrás.

Lembrar, que dentre os apontados que lideravam o esquema de corrupção, todos foram nomeados na era FHC, e alguns renomeados no período Lula;Dilma.

A mídia coloca na cabeça do cidadão, ao amanhecer, ao meio dia, ao anoitecer, que o governo é o corrupto porque os empregados são do governo, e nomeados por ele. Mas, nenhuma referencia a quem o pôs lá dentro da Petrobrás e estiveram engastados, ligados umbilicamente com os governos neoliberais, inclusive, ligados ao partido do governo de então, o PSDB. 

O atual governo brasileiro tem tomado precauções quanto aos atos de corrupção. E eles tem se revelado aos montões porque, quando um governo nomeia, ou renomeia um diretor de uma empresa, ele não vai saber se aquele cidadão, repito, é honesto ou desonesto; daí porque o governo tomou atitudes de quem não quer roubar, e se isso acontecer, o corrupto ou ladrão será apanhado, como está acontecendo.

Dentre as muitas medidas tomadas pelo atual governo, no combate à corrupção, estão: reforço do pessoal da Polícia Federal, que eram 4.800 quando o Fernando Henrique Cardoso deixou o governo, e hoje são mais de 22 mil homens, todos com preparação de elite para esse mister; criação da Controladoria Geral da União – CGU, órgão encarregado de controlar todas as liberações  do orçamento da União, fiscalizar e emitir pareceres sobre o que está sendo gasto; O Portal da Transparencia, que mostra todas as liberações de recursos públicos para os diversos órgãos da União, Estados e Municípios brasileiros, onde o próprio cidadão poderá acompanhar o que seus gestores receberam e quanto gastaram.

Se a Polícia Federal investiga a partir do crime cometido, falta ao governo um órgão de prevenção, que investigue e informe com antecedência as ligações de servidores, a vida pregressa dos possíveis indicados e os acompanhem no desenvolvimento de seu trabalho; seria a reestruturação da ABIN, um órgão investigativo auxiliar da presidencia, que muito ajudaará nesse mister.

Quem quer roubar não contrata vigia.

E o que mais o atual governo brasileiro fez, foi contratar pessoal (leia-se: Polícia Federal) e criar órgão de controle das contas públicas.

Corruptos e ladrões são excessões criminosas dentro das máquinas administrativa, que devem ser combatidos pelo governo e seus órgãos de controle, e o cidadão comum, no seu dia a dia.

O que falta ao governo é a comunicação.

Falta o profissional para usufruir do espaço do governo na mídia, e solicitar esse precioso tempo, sempre que for necessário.

Falta a Presidencia da República falar à nação, quando esses fatos corruptivos estiverem desabrochando, para dizer à nação que os órgãos estão atentos, a Polícia Federal está investigando; que esta não sofre pressões para freiar investigações; que estas não irão parar.

É isso que falta.

Sem comunicação o governo apanha e o cidadão, à principio confuso, com o tempo ele acaba concordando com o que a mídia e a oposição dizem.

Sem uma Secretaria de Comunicação, sem um porta voz, o governo, por mais esforço que faça; por mais que se esmere no combate à corrupção; sem ter quem explique os fatos, a mídia oposicionista assume esse papel, e faz o que está fazendo: juntando brasa para assar o governo no fogareiro do impeachment.

 

 

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