O QUE EDUARDO CAMPOS ESTÁ FAZENDO COM PSB.

Do Blog da Helena, publicado no GGN Luis Nassif. Republicamos para os amigos do Blog Martins Andrade e Você.

As ambições pessoais de Campos e um PSB enfraquecido

Sugestão de Assis Ribeiro

da Rede Brasil Atual

Blog da Helena

PSB encolheu com projeto pessoal de Eduardo Campos

Nas eleições de 2010, partido saiu das urnas com uma bancada eleita de 35 deputados federais. Hoje bancada está reduzida a 25 parlamentares, mesmo depois da filiação do grupo de Marina Silva
 
por Helena Sthephanowitz
 
MICHELE SOUZA/JC IMAGEM/FOLHAPRESS
campos_kassab_Michele-Souza.jpg

Campos começou a colocar projetos pessoais acima do partido na aliança com Gilberto Kassab

O encolhimento do PSB tem muito a ver com as ambições pessoais de seu principal cacique, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Ao direcionar todos os seus movimentos políticos para suas ambições pessoais de candidatar-se a presidente da República ainda em 2014, Campos acabou por prejudicar o conjunto do partido.

Os erros começaram com o apoio a retrocessos nos hábitos políticos, tais como o incentivo à infidelidade partidária, apoiando a chamada portabilidade do horário eleitoral na TV para deputados que migrassem para novas legendas. Campos acreditava que seria o principal beneficiário desde o tempo em que articulava uma união com o PSD de Gilberto Kassab. Depois insistiu em apoiar esta portabilidade casuisticamente para beneficiar o partido de Marina Silva, Rede Sustentabilidade, que acabou não sendo viabilizado a tempo de disputar as eleições do ano que vem. Como resultado da "esperteza", hoje os novos partidos criados após 2010 serviram para esvaziar o próprio PSB e fazê-lo perder minutos no horário eleitoral gratuito, o que poderá dificultar a reeleição de alguns governadores e parlamentares do partido.

Campos continuou errando ao não apoiar de fato uma reforma política, fazendo "corpo mole". Com o PSB há alguns anos adquirindo feições de frente partidária, que acomoda em suas fileiras oligarquias políticas regionais as mais diversas, Campos não quis se indispor com estas oligarquias acostumadas a se elegerem e reelegerem segundo as regras atuais. Preferiu dedicar-se a articulações de bastidores para angariar apoios da oligarquia Bornhausen em Santa Catarina e de Heráclito Fortes no Piauí.

Outro problema é se o Supremo Tribunal Federal confirmar a inconstitucionalidade do financiamento empresarial de campanhas. Campos sofrerá outro duro revés, pois ele passou 2013 cortejando banqueiros e grandes empresários, negociando o apoio financeiro para sua campanha, em vez de ouvir a voz das ruas e apoiar com empenho uma reforma política que pelo menos diminuísse a influência deste poder econômico que acaba por corromper a democracia.

Para completar a escalada de erros que compromete o futuro de sua legenda, Campos jogou o PSB na condição delicada de perder sua identidade como alternativa da situação e, ao mesmo tempo, não convencer como oposição.

Até agora, as aventuras de Eduardo Campos custou ao PSB a perda de 29% de sua bancada na Câmara dos Deputados. O receio de seus partidários é que essa perda se repita nas urnas em 2014.

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