CONCESSIONÁRIOS DE MÍDIAS E A AMEAÇA A AUTORIDADES CONSTITUIDAS

Vejam como as coisas estão invertidas no Brasil.

Rádio,  e Televisão são concessões públicas. Quer dizer, só funcionam se o governo der autorização.
Daí, não podem ganhar dinheiro com suas atividades.

Devem ser usados para levar entretenimento, informações corretas e outras opções, definidas em lei.

Essa concessão está prevista na constituição, mas não há uma lei que regulamente.

Em todo mundo essa atividade de concessão pública tem regras.

Menos no Brasil.

Nosso país é um dos poucos que não possui uma lei que defina as prerrogativas dessa concessão.

Não é sem razão que os irmãos Marinho, herdeiros da Rede Globo, são uns dos homens mais ricos do Brasil.

Todos os concessionários são poderosíssimos.

É de admirar a ousadia desses cidadãos que se utilizam de concessões públicas para, inclusive, ameaçar autoridades legalmente constituídas e afrontar democracias mundo a fora.

Sobretudo no Brasil.  

Vejam o que aconteceu em São Paulo.

O prefeito quis aumentar o IPTU. Se o aumento era justo ou não, não interessa aqui.
O cidadão que detém a concessão pública de nome Bandeirantes, portanto, Sistema Bandeirante de Comunicação, nem sei se é esse o nome, ligou para o prefeito e o ameaçou, dizendo que ia infernizá-lo, porque iria colocar todos seus veículos de mídia contra ele, o prefeito, uma autoridade legitimamente constituída, porque eleito pelo voto de seus concidadãos, se ele aumentasse os impostos.

E por que isso? Porque o concessionário é dono de centenas de prédios em São Paulo, e com o aumento do IPTU, pagaria muito imposto. E ele não quer pagar imposto!

Daí a ameaça.

O pior de tudo é que a população desconhece o fato das empresas serem uma concessão pública, e quando o governo tenta criar uma lei, que regulamente essa concessão, os donos desses equipamentos, na verdade, concessionários, alugam o ouvido da população, dizendo que o governo que calar a boca da imprensa, que quer controlar a mídia para poder roubar e não deixar a mídia denunciar, e outras idiossincrasias que levam a população a ficar contra a autoridade.

Ora, numa democracia, a população escolhe seus administradores, que põem em ação seus projetos de governo, e quem se sente alijado, prejudicado nos atos governamentais, tem a opção de protestar e na próxima, não eleger mais aquele governante, ou seu partido.

Nesse aspecto da critica, até que se admite a intromissão das concessionárias de mídias. O que é até salutar.

O que a população deve conhecer, até para evitar ser manipulada, é que concessionários de mídias não podem e não devem ameaçar autoridades constituídas, no afã de defender interesses pecuniários pessoais.

Para defender seus interesses, a população elegeu representantes para as casas legislativas, únicas, numa democracia, com direito a legislar e ameaçar governantes na cassação de seus direitos políticos.

O concessionário do Sistema Bandeirantes de Comunicação não tem o direito de predispor suas concessões contra autoridades eleitas pelo povo.

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