A CORRUPÇÃO, O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL E O PSDB.

Os Procuradores da República foram contra a PEC 37, aquela que disciplinava o Ministério Público em investigações.

Conseguiram que a Globo (que deve mais de um bilhão de reais  de imposto de renda), entrasse na luta deles.

Inflamaram os manifestantes para que levassem para as ruas sua bandeira.

O Ministério Público não podia ser impedido de investigar.
Isso abriria as portas da corrupção. E regular o Ministério Público em investigações só ajudaria os corruptos.

Barrar investigações pelo Ministério Público só alavancaria a corrupção desenfreada pelos que assaltam os cofres públicos.

A lógica mandava que a iniciativa de barrar as investigações, só poderia ser dos Petistas, metidos até o pescoço com o mensalão, e queriam mais liberdade para avançar na corrupção.

A reivindicação dos Procuradores obteve êxito. A PEC 37 foi derrotada. Os procuradores continuariam a investigar, sobretudo a corrupção.

Até que vieram os casos de corrupção no PSDB, principalmente o de São Paulo, com as licitações do metrô e trens, envolvendo as grandes concorrentes: a empresa francesa  Alstom, Siemens e outras.

A investigação da Alstom iniciou na justiça Suíça. A Siemens já havia feito acordo com a justiça  brasileira com a delação premiada.

No desenrolar do processo, na justiça Suíça, esta precisava de uma investigação da justiça brasileira sobre os manda-chuvas do PSDB.

Quatro figurões, dentre eles, um do partido deveriam ser investigados, e o aprofundamento das investigações chegariam, com certeza, aos cabeças do partido em São Paulo, uma vez que já havia indícios mais que sólidos do envolvimento de governadores paulistas no caso de corrupção.

A justiça Suíça solicitou essa investigação ao Brasil, que ao final seria remetida de volta a fim de fechar a parte acusatória do processo. Então os Suíços pediram aos procuradores brasileiros que procedessem a investigação. O pedido chegou ao Brasil em fevereiro de 2011. Portanto há, precisamente, 2 anos de 8 meses.

Dentre os que deveriam sofrer investigações pelos Procuradores brasileiros estavam: João Roberto Zaniboni, um ex-diretor da estatal CPTM, acusado de receber R$ 1.840.000,00. A Suíça pediu que se fizesse uma busca na casa dele. Outros a ser investigados, seriam consultores responsáveis por recebimento e transferência de propinas aos cabeças do partido: Artur Teixeira, Sérgio Teixeira e José Amaro Pinto Ramos, todos envolvidos na propina das multinacionais.

De fevereiro de 2011 até anteontem o pedido de investigação dormiu nas gavetas e pastas da Procuradoria Geral da República. Cansada de esperar pela investigação, a justiça Suíça resolveu arquivar o caso.

Somente depois que soube que a Suíça arquivara o processo,foi que o Ministério Publico Federal resolveu procurar o pedido de investigação.

Segundo o “Procurador da República Rodrigo de Grandis, responsável pelas investigações sobre os negócios da Alstom no Brasil, houve uma "falha administrativa": o pedido da Suíça foi arquivado numa pasta errada e isso só foi descoberto anteontem”.

O Ministério Público brasileiro brigou tanto para ter o direito de fazer investigação, e na hora de pegar corruptos, falhou. Não conseguiu cumprir aquilo porque tanto brigou.

Talvez porque os corruptos fossem do partido que ainda não teve nenhuma de suas denúncias investigadas pelos Procuradores da República, o PSDB.

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