A MÍDIA, CERTOS BRASILEIROS E O FIM DO MUNDO

Lendo algumas colocações de indivíduos que considerava com algum sopro de paciência ante as condições de pessoas, que não conseguiram vencer na vida, cada vez mais me convenço que a intolerância está enraizada no âmago de quem se esconde atrás de pseudo religiosidades.

Leio que o Brasil precisa acabar com os vagabundos do Bolsa Família, como se este programa fosse feito para nutrir vagabundos.

Sequer têm a sublime coragem de abrir um site de pesquisa e verificar que o programa paga às mães de famílias, que mantêm seus filhos frequentando as escolas. São as mães que administram esses parcos recursos que o governo lhes transfere.

Leio que o governo está acabando com o país, mas escondem ou não querem admitir que nosso país, que está se “acabando”, já foi a 28ª economia e hoje oscila entre a 6ª e 7ª no concerto das nações desenvolvidas; que até 10 anos atrás, nossos filhos se acotovelavam no funil do vestibular para tentar galgar uma vaga em um curso superior, enquanto nos dias atuais, pululam entre as vagas abertos aqui em nosso estado e outros centros culturais. Ou optam por vagas nas escolas privadas, com bolsas pagas com nosso dinheiro; Que há 10 anos, o desemprego beirava os 20% de uma população, que já estava se habituando a estirar a mão, na triste humilhação de pedir, porque o país não oferecia esperança para seu povo, e hoje, contamos com 5% de desempregados, justamente aqueles que o saber não pode contribuir com sua esperança de dias melhores; Que não faz dez anos, recebíamos a delegação do FMI, e além de os hospedarmos, o país, seu povo passávamos pela suprema humilhação de terem que dizer o que deveríamos ou não fazer, onde e como aplicar recursos, mas sua cartilha apontava para o desemprego e socorro a bancos privados; Se este país está se acabando e nossos jovens estão nas ruas pedindo mais empenho dos governantes com a saúde, há 10 anos tínhamos uma contribuição descontadas das nossas transações bancarias, que fomentaria a saúde com as preciosas verbas, que jamais foram aplicadas na rubrica a que se destinava, porque cobria rombos bancários por quem faliu nosso país, nossa economia por três vezes. E quando o atual governo assumiu, os construtores da falência brasileira trataram de retirar aquela contribuição para que não fosse, integralmente aplicada na saúde, que era o destino daquela verba; Há 10 anos, tínhamos uma das  maiores mortalidades infantis do globo,  que o atual governo que “destrói” o país reduziu para números aceitáveis. Tínhamos uma “safra de anjos que o Brasil oferecia aos céus, daqueles que antes de aprender a comer, a comida faltava ou matava”. E ainda têm os déspotas da fome, que martelam contra uma ajuda que o governo dá a quem não tem como competir por uma vida justa.

Não entendo como pessoas são intolerantes a determinados segmentos sociais. Mesmo pessoas que dali vieram.

Há 10 nos éramos consumidores dos bens produzidos por um país que fomentou uma ditadura para garantir seu mercado, sobretudo em nosso continente. Brasileiros, sobretudo militares,  se tornaram servis voluntários dos americanos, e mataram nossos irmãos para satisfazer a gula de quem nos tinha como gado. Hoje é nosso mercado que nos supre dos bens que adquirimos e geram empregos para nosso povo. Mas pessoas que vieram desse mesmo povo, que passou por situações constrangedoras, são alguns dos que se sentem no direito de pretender estancar os benefícios que nosso povo alcançou.

Também não entendo porque, há 10 nos, nosso país avançou para uma inflação de dois dígitos, chegando a 12,5%, e hoje, com 6% de inflação, uma minoria tenta transtornar a população com ameaças, como se isso fosse o fim do mundo. O holocausto econômico do país.

Há muita coisa inexplicável nas atitudes de alguns setores de nossa sociedade.

Na América Latina, a mídia torce contra o sucesso de seus concidadãos.

E se cala quando a corrupção é praticada por quem divide com ela o bom vinho, que dormita nas adegas, importados com recursos estocados nos offshores de paraísos fiscais, oriundos do bolo de nossa economia, que a corrupção transportou.

Há pessoas em nosso país que dormem com uma bíblia sob a cabeça e vêm um satanás em cada irmão que não concorda com suas pregações.

A mídia e esse cidadãos pregam o fim do mundo porque não são seus amigos a nos dirigir.

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