1º DE MAIO – ENTRE O NEOLIBERALISMO E O PLENO EMPREGO

1º de maio.

O mundo comemora, hoje, o dia do Trabalho.

O ser humano tem que ter um trabalho.

E bíblico, que o homem tem que se alimentar com o suor de rosto. Isto é, do fruto de seu trabalho.

Todas as nações criam condições para que seu povo possa trabalhar.

Entretanto, há um grupo de pessoas no mundo inteiro, que ganha dinheiro com o suor do trabalho dos outros. São os tais investidores. Na modernidade da economia são chamados de “rentistas”.

Tais pessoas vivem a passear com seu dinheiro por onde os juros são melhores e mais altos.

Portanto, aportam com suas contas bancárias onde pagam melhor.

Aplicam suas moedas, ganham rios de dinheiro, e quando a situação tende a ficar mais difícil, dependendo das mudanças das políticas econômicas nos governos onde seu dinheiro está aplicado, pegam-no de volta, e vão embora, deixando atrás de si, desemprego e fome.

Neste 1º de maio, vivemos outra situação no concerto das nações.

As políticas econômicas de alguns países, criadas para favorecimentos dos rentistas, tem tirado o emprego de milhões de seres humanos, no mundo inteiro. E em países que jamais imaginaríamos que essa situação fosse existir.

A Europa é uma região do globo, onde o padrão de vida de seus cidadãos atinge patamares invejados no resto do mundo.

Pois é na Europa, que milhões de desesperados lutam por emprego, numa situação de gritante humilhação para cidadãos acostumados a um tipo de vida mais confortável.

Hoje, em um país como a Espanha, 27% de seus cidadãos estão na amargura de não saber o que vai jantar daqui a pouco; ou o que vai ser seu primeiro lanche na manhã que se avizinha.

Portugal, Grécia, França e outros países europeus estão enfrentando a mesma situação.

Os Latino-americanos também passaram por essa humilhação, de acordar sem ter como fazer sua primeira refeição, de sair em busca de uma ocupação qualquer, pensando na família, e voltar de mãos abanando, sem dinheiro e sem ter como alimentar seus filhos.

O brasileiro viveu também essa cruciante maratona de desesperança.

Já tivemos quase 20% de nossa mão de obra desempregada, e a miséria já nos foi muito pior do que a que vemos hoje.

Éramos um país onde tínhamos “uma safra de anjos que o Brasil oferecia ao Céu, dos que antes de aprender a comer, a comida matava ou faltava

Os criadores dessa política econômica, que vulnera o cidadão, a partir da supressão de seu emprego, e por conseguinte, da falência de sua honra, não estão preocupados com quem não tem alimento hoje ou amanhã. Estão preocupadas com seus lucros, suas fortunas. E não medem esforço para isso.

Com seus lucros fabulosos,corrompem instituições, autoridades, pessoas, mídias. Tudo para impor condições de retorno de suas aplicações financeiras. E essa situação tem nome: neoliberalismo.

O neoliberal não tem alma nem coração. Tem cofre. Daí sua insana corrida à insolvência do estado para as facilidades de seus investimentos.

É salutar que o brasileiro preste atenção nas entrevistas e situações que hoje vivenciamos. De um lado, um grupo tentando desestabilizar o governo, para em seguida impor seus objetivos, que é dar margem a que grandes aplicações deem um grande retorno financeiro, a par de desemprego e fome da população.

Nesse contexto estão integrantes da mídia, do judiciário, do legislativo e executivo. Além de ex-integrantes de governos anteriores, que pregam juros mais altos, desemprego, a fim de sobrar mais para as farras dos rentistas.

De outro, um governo tentando manter a atual situação de pleno emprego, contudo, cercado e cerceado pelos grandes grupos midiáticos, que lhes cassa a palavra, sequestra a realidade vivida por outras nações, enquanto lhe empurra contra a população.

O povo brasileiro precisa discernir sobre o que ele quer: assistir aos neoliberais tentando impor a situação que impuseram na Europa, com milhões de desempregados; ou prosseguir com a política econômica, que lhe resgatou a dignidade através do emprego, e lhe proporciona a tranquilidade para conduzir com honra sua família.

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