MARCELO ODEBRECHT – A OPOSIÇÃO E MÍDIA QUEREM DESEMPREGO E FOME.

Quando Lula assumiu a presidência da república, as grandes redes midiáticas passaram a fazer gozação com a postura do Presidente e suas viagens.

Virou piada na Globo e seus programas de humorismos.

Assim foi em outras redes: Olha o Lula indo! Olha o Lula voltando!…

O Ex-presidente realizou, durante o período que permaneceu à frente dos destinos da nação, cerca de 271 viagens.

De janeiro de 2002 a dezembro de 2010 visitou a Europa 64 vezes, os Estados Unidos 20 vezes, 30 viagens à África, 20 à América Central, 36 à Ásia e 91 à América do Sul.

Na comitiva presidencial, sempre estiveram presentes os empresários, porque o Brasil precisava gerar empregos e renda, e nada melhor do que a presença deles para oferecer seus negócios aos países visitados.

O Ex-Presidente viajava, mas levava na bagagem, pela mão dos empresários, os produtos a serem oferecidos, cuja contra-mão, se esperava, o crescimento do  PIB do nosso país.

A via de consequência foi o crescimento da oferta de mão-de-obra, isto é, emprego, renda, e a explosão do consumo interno, que fez com que as indústrias de todos os ramos corressem em busca de mais mão-de-obra.

Esse foi o fruto, de imediato, das viagens do então presidente Lula.

Hoje, os empresários, aproveitando-se do prestígio internacional do Ex-Presidente, solicitam sua presença em países com os quais têm ou querem ter relações de negócios.

No Brasil, tanto a oposição, que gerou desemprego durante seu período de governo,  quanto um punhado de detentores de redes midiáticas, velejam nos ventos da contra-mão da expansão dessas empresas. Surfam nos ventos do desemprego do povo deste país.

As empresas querem expandir seus negócios, aproveitam-se do brasileiro, que ainda tem um portfólio de credibilidade para apresentá-las no exterior, no caso o Ex-Presidente Lula, mas estão sendo torpedeadas, exatamente por aqueles que batem suas portas, quotidianamente, tanto para buscar verbas publicitárias, no caso as empresas midiáticas, quanto por políticos da oposição em busca de financiamentos para campanhas.

É como se o empresariado brasileiro, extasiado, percebesse a situação em que se encontra frente a esse muro oposicionista, representado por mídias e políticos, e dissesse: a oposição quer desemprego e fome, e não crescimento.

Em complemento ao nosso pensar, reproduzimos o artigo do presidente da Odebrecht S.A., Marcelo Odebrecht, publicado no jornal folha de São Paulo e republicado no Blog de Nassif, que se revolta ante o posicionamento das empresas de mídias e os políticos, em face de críticas à presença do Ex-Presidente Lula capitaneando os empresários, que estão em busca de negócios para as empresas brasileiras.

Martins Andrade.

 

Enviado por luisnassif, dom, 07/04/2013 – 08:44

Da Folha

Opinião: Viaje mais, presidente!

Por Marcelo Odebrecht

O tratamento dado por muitos às viagens de Lula reforça a desconfiança. Quero minhas filhas orgulhosas do que temos feito mundo afora

Minha tendência natural perante assuntos que despertam polêmicas, como as reportagens e os artigos publicados nas últimas semanas sobre viagens do ex-presidente Lula, é esperar a poeira baixar.

Dessa vez, resolvi agir de modo diferente porque entendo que está em jogo o interesse do Brasil e o legado que queremos deixar para as futuras gerações.

As matérias, em sua maioria em tom de denúncia, procuraram associar as viagens a propósitos escusos de empresas brasileiras que as patrocinaram, dentre elas a Odebrecht.

A Odebrecht foi, sim, uma das patrocinadoras da ida do ex-presidente Lula a alguns dos países citados. E o fizemos de modo transparente, por interesse legítimo e por reconhecer nele uma liderança incontestável, capaz de influenciar a favor do Brasil e, consequentemente, das empresas brasileiras onde quer que estejam.

O ex-presidente Lula tem feito o que presidentes e ex-presidentes dos grandes países do hemisfério Norte fazem, com naturalidade, quando apoiam suas empresas nacionais na busca de maior participação no comércio internacional. Ou não seria papel de nossos governantes vender minérios, bens e serviços que gerem riquezas para o país?

Nos últimos meses, o Brasil recebeu visitas de reis, presidentes e ministros, e todos trouxeram em suas comitivas empresários aos quais deram apoio na busca de negócios.

Ocorre que lá fora essas ações são tidas como corretas e até necessárias. Trazem ganhos econômicos legítimos para as empresas e seus países de origem e servem para a implementação da geopolítica de governos que têm visão de futuro, como o da China, por exemplo, que através de suas empresas, procuram, cada vez mais, ocupar espaços estratégicos além fronteiras.

Infelizmente, aqui o questionamento existe, talvez por desinformação. Permitam-me citar alguns números. A receita da Odebrecht com exportação e operações em outros países, no ano de 2012, foi de US$ 9,5 bilhões e nossa carteira de contratos de engenharia e construção no exterior soma US$ 22 bilhões.

Para atender a esses compromissos, mobilizamos 2.891 empresas brasileiras fornecedoras de bens e serviços. No conjunto, elas exportaram cerca de 60 mil itens. Dessas, 1.955 são pequenas empresas e, no total, geraram 286 mil empregos em nosso país. É uma enorme cadeia de empresas e pessoas que se beneficia de nossa atuação em outros países e, obviamente, se beneficia também do apoio governamental a essa atuação. Esse apoio se dá, dentre outras formas, com os financiamentos do BNDES para exportação que, no caso da Odebrecht, é bom que se frise, representam 18% da receita fora do Brasil.

Estamos em 22 países, na grande maioria deles há mais de 20 anos, e exportamos para outros 70. Como ex-presidente, Lula visitou sete, e esperamos que ele e outros governantes visitem muitos mais.

Esses números falam por si, mas decidi me manifestar também porque não quero que disso fiquem sentimentos de covardia ou culpa para as pessoas que trabalham em nossa organização.

Quero minhas filhas e os familiares de nossos integrantes de cabeça erguida, orgulhosos do que nós e outras empresas brasileiras temos feito mundo afora, construindo a Marca Brasil para além do samba e do futebol, ao mesmo tempo em que contribuímos para a prosperidade econômica e justiça social nos países e comunidades onde atuamos.

A inserção internacional nos tornou um país socialmente mais evoluído e comercialmente mais competitivo porque gerou divisas, criou empregos, permitiu trazer novas tecnologias e estimulou a inovação.

O tratamento que está sendo dado por muitos às viagens do ex-presidente Lula é míope e reforça entre nós uma cultura de desconfiança.

Caminhar na construção de uma sociedade de confiança, fundada no respeito entre empresas, entre estas e o poder público e entre o poder público e a sociedade será muito bom para todos nós.

MARCELO ODEBRECHT, 44, engenheiro civil, é presidente da Odebrecht S.A., empresa holding da Organização Odebrecht

Anúncios
Post a comment or leave a trackback: Trackback URL.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: