A GRÉCIA, A FOME E OS COFRES DOS NEOLIBERAIS

Alguns blogueiros do Brasil tem insistido em mostrar os males do Neoliberalismo.

Costumo dizer que neoliberal não tem alma nem coração. Tem cofre. E pouco fará para melhorar a vida de quem quer que seja.

Ao neoliberal não importa o emprego, a fome, a doença de quem quer que seja. Importa-lhe seus ganhos financeiros.

A Europa vive o drama de uma crise sem precedentes por causa do neoliberalismo.

Essa assertiva neoliberal de que o mercado corrige tudo é um engodo.

Diariamente, as grandes mídias atacam os governos que não adotaram o Neoliberalismo como política econômica.

Governos democráticos são satanizados pela mídia, por não cederem aos que defendem essa filosofia politico-econômica.

No Brasil, assiste-se, diuturnamente,  a Rede Globo e suas afiliadas, assim como outras grandes redes televisivas, além de jornais e revistas de grande circulação, atacarem o governo. Querem o chamado Estado Mínimo, que não é outro senão: o governo fora de tudo. O mercado é quem regula a economia, dizem os neoliberais. 

Mas,que regulação é essa? Se eles, os grandes potentados econômicos estão em crise, então o governo deve ajudá-los, se possível, utilizando o dinheiro do povo.

Mas, se por outro lado, a crise atinge aos mais desfavorecidos, o governo não deve ajudá-los. Deverá, sim, mandar para casa cidadãos, desempregá-los, porque o estado não pode manter emprego de ninguém. Assim, ao invés de solucionar a crise, aumenta-a.

Os países que não adotaram o neoliberalismo, criaram mecanismos de ajuda aos necessitados, evitando que morram de fome.

O Brasil foi um  dos primeiros países a criar esses mecanismos. Sendo que o mais importante foi o programa de investimento na área de infra-estrutura, com a criação do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento, onde o governo inicia o financiamento das obras.

Com esses investimentos, são gerados empregos, que geram renda, que geram consumo, que força a indústria a produzir mais, que para isso contrata mais mão-de-obra. A moeda circula e o país não sente a crise porque as pessoas estão empregadas.

É contra isso, que diuturnamente, repito, as oposições e a mídia, que também faz oposição, tentam desestabilizar o governo, jogando a população contra ele.

Só, que, como não podem utilizar o desemprego, e outros fetiches para sensibilizar a população, atacam com o falso moralismo.

Daí, a população deve ficar atenta para essa modalidade de ataque, porque quem evoca um moralismo hoje, não tem espelho para justificá-lo. A imagem dos moralistas de hoje o Brasil conhece.

Ela é tão falsa quanto a imoralidade que pregam aos outros.

A foto que colocamos em baixo, diz tudo o que representa o Neoliberalismo no mundo de3 hoje, sobretudo na Europa.

Países estabilizados, que mantinham um padrão de vida invejável, brigam nas ruas por um pedaço de pão, porque ficaram sem emprego, sem assistência social por parte dos governos, enquanto esses mesmos governos gastaram bilhões de dólares para salvar bancos privados, conforme manda a cartilha Neoliberal.

Neoliberal não tem alma nem coração. Tem cofre.

Martins Andrade. 

 

Uma imagem da crise na Grécia

Enviado por luisnassif, sab, 09/02/2013 – 15:44

Por Adir Tavares

Da tvi24

Grécia morre à fome: esta imagem está a correr o mundo

Fotografia mostra milhares de pessoas a tentar chegar à comida que alguns agricultores distribuem

Crise na Grécia (John Kolesidis/REUTERS)

EM CIMA: Crise na Grécia (John Kolesidis/REUTERS)7 FOTOS

A fome está de volta à Grécia. E esta é a imagem de um país onde a miséria não para de crescer de dia para dia.Há dois dias, os agricultores gregos distribuíram frutas e legumes de graça em frente à porta do Ministério da Agricultura, em protesto contra o aumento dos custos de produção.

Para muitos, foi a única oportunidade de conseguir comida em vários dias. Centenas de pessoas rodearam os camiões de comida, de mãos estendidas, gritando e implorando pelos alimentos, empurrando-se uns aos outros. É a imagem do desespero dos gregos, que há muito que perderam a vergonha de mostrar que têm fome.

As imagens são impressionantes e, por isso mesmo, estão por todo o lado: nos jornais e agências de notícias internacionais, e também nas redes sociais.

A Grécia tem a segunda taxa mais alta da Zona Euro (26%) e de acordo com o instituto de estatísticas do país, viu surgirem 400 mil novos pobres num ano (entre 2010 e 2011). Atualmente, um terço da população vive abaixo do limiar da pobreza.

Citado pela Reuters, o deputado Kostas Barkas, do partido da oposição Syriza, revolta-se: «Estas imagens deixam-me zangado. Zangado por um país que não tem comida para comer, que não tem dinheiro para se manter quente, que não consegue chegar ao fim do mês». 

A referência ao frio traz à memória mais um caso que é ilustrativo da miséria que se vive na Grécia: sem dinheiro para combustível de aquecimento, muitas famílias gregas estão a queimar madeira e até mobília para se aquecerem no Inverno. Além de estar a provocar um aumento da poluição em Atenas, estes atos de desespero culminaram já na morte de três crianças, num incêndio em Mesoropi, perto de Salónica.

Também citado pela Reuters, o site grego Newsit escreveu que «estas pessoas não são pedintes. São vítimas de uma crise económica que como um furacão passou e deixou por terra famílias inteiras. São vizinhos que até ontem tinham empregos e uma vida normal. Hoje estas pessoas, engolindo o seu orgulho e dignidade, vão onde quer que seja preciso para encontrar um pouco de comida gratuita, como fizeram aqui».

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