A SÍNDROME DO PAU DA PORTEIRA.

Acabo de dar uma passada nos posts do facebook.

Estarrecido, testemunho o quanto o ex-presidente Lula é odiado por parcela da população, sobretudo aqueles que conheço pessoalmente.

Essas pessoas têm filhos que frequentam universidades privadas, que antes jamais sonhara, com bolsa do governo, que também antes nem pensar;

Leio comentários jocosos de pessoas que trabalhavam com vendas, e ralavam para vender algo, e hoje, suas vendas aumentaram abruptamente, graças ao desempenho econômico que nosso país atingiu;

Observo que pessoas, que nunca imaginaram possuir um carro para seu deslocamento, hoje vão para o trabalho e passeio em carro próprio, mas tendo o cuidado de fazer gozação com quem, indiretamente o ajudou para isso;

Leio comentários de pessoas que batiam às portas de empregos, sem ter vagas para eles. E hoje, tem seu trabalho e salário justo, com vagas, inclusive para os amigos;

Leio críticas de pessoas que conheço, que antes esbravejavam contra a interferência do FMI na vida econômica do Brasil, e que hoje, com todas as dívidas pagas, esquecem do arrocho e desemprego que sofriam antes;

Sei de amigos, cujos familiares, nessa época de intensa seca, já haviam invadidos cidades no interior do estado em busca do que comer, mas que agora apelidam seus próprios parentes de esmoler por receber uma ajuda do governo para não passar fome;

Há, aqui no face, pessoas que ganhavam R$ 80,00 por mês, como salário, e aceitavam a justificativa do governo daquela época, de que o salário não podia ser maior para não quebrar as empresas. O salário não podia passar de 100 dólares porque as empresas iriam à falência. E hoje, com o salário acima de 600, ainda assim, criticam a quem conseguiu esse feito.

O problema dessas pessoas, e de outras que se escondem atrás de criticas pesadas contra o ex-presidente, não está nos feitos dele, mas numa síndrome social que ainda permeia no seio de grande parte dos brasileiros. É que não deveria ter sido o peão a realizar tamanho atrevimento de melhorar a vida dos seus concidadãos.

Muitos brasileiros ganharam o direito de crescer socialmente. Mas não podia ter sido por intermédio de Lula.

É por isso que muitos foram para fora da cerca da casa grande, mas continuaram agarrados ao pau da porteira, olhando para a varanda, como a dizer: patrão, nós estamos esperando que seja o senhor a fazer o que esse analfabeto fez.


Mas ele nunca o fará.

MARTINS ANDRADE

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