A OPOSIÇÃO E A ESCURIDÃO DA LANTERNA DOS AFOGADOS

Não faz muito tempo, coloquei um post sobre as posições da PGR, STF e Mídia. Sobretudo a mídia nacional, que segundo Maria Judith Brito, Presidente da ANJ (Associação Nacional de Jornais), a imprensa atua como um Partido de Oposição.

Judith Brito é também diretora-superintendente da Empresa Folha da Manhã S.A., que edita o jornal Folha de São Paulo.

Para reforçar o que estamos escrevendo, transcrevemos o que foi dito pela própria: “A liberdade de imprensa é um bem maior que não deve ser limitado. A esse direito geral, o contraponto é sempre a questão da responsabilidade dos meios de comunicação. E, obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada.”

Ocorre, que ninguém votou no partido da imprensa, mesmo porque, legalmente ainda não existe. Nenhum brasileiro foi a uma urna colocar seu voto na Globo, na folha de São Paulo, na Revista Veja, no Jornal O Estado de São Paulo – O Estadão, etc. Daí, nenhum órgão de mídia ter autoridade para se auferir como oposição.

A oposição nas atuais circunstancias politicas brasileiras são os partidos PSDB, DEM (antigo PFL) e PPS. Foi neles que parcela da população depositou seu voto, e perdeu.

Se nossa justiça fosse justa, ela própria conteria a panfletagem que a mídia, travestida de oposição, faz a todo instante, todo dia, o ano inteiro.

Mesmo assim, os verdadeiros partidos de oposição, fragilizados, como reconheceu dona Judith Brito, silenciosamente, e intra-muros, aposta nessa posição da mídia.

E por essa via, na contra-mão das verdadeiras funções dos órgãos judicantes brasileiros, todos enveredaram pelo caminho que a PGR e STF abriram: a destruição do partido que comanda as ações políticas e sociais do Brasil, numa tentativa de cortar caminho para que os partidos de oposição retornem ao poder.

Mas, mesmo com a panfletagem continuada, repetitiva, parece que a população não quis trocar a situação atual  pela de 10 anos atrás, e não embarcou, pelo menos até agora, no falso moralismo da PGR, do STF e da Mídia.

Por que o falso moralismo?

Pelo simples fato de que, se fosse verdade essa empreitada moralista, a PGR e o STF já teriam realizados ações para julgamentos de outros processos, de cunho moral e corruptivo, tão mais graves do que Ação Penal 470, que se conhece como”mensalão”. E que dormitam nas gavetas e prateleiras do STF há, pelo menos, mais de 10 anos, como é o caso do processo de falência do BEC, cujo valor monetário atinge mais de um bilhão de reais, com suas devidas correções.

E se a Mídia não estivesse Sequestrando a Realidade da população, também já teria cobrado esses julgamentos. Mas não o faz porque está travestida de oposição,que não é seu papel, porque sem voto.

Como escrevi a poucos dias, a PGR, o STF e a Imprensa eram as últimas esperanças dos partidos de oposição.

De todos os componentes dessa valsa de desesperados, quem mais deu sua contribuição, nessa tentativa de apagamentos do partido do governo foi o STF. Aceitou a chancela da Mídia (a nova oposição) e marcou o julgamento do processo conforme a pauta dessa nova oposição, de tal forma que ele tivesse suas etapas finais, coincidindo com os turnos do calendário eleitoral.

Segundo o Procurador Geral da República, isto deveria influenciar o resultado das eleições.

A culminação dessa tentativa de burla, através da influencia do poder judicante maior-STF e da Procuradoria não foi o que se esperava.

Das duas, uma: ou a população não deu bolas para o que acontecia no STF e PGR, ou ignorou a panfletagem da Mídia.

Como falei, os três compunham a Lanternas dos Afogados da oposição.

Que está se apagando…

Martins Andrade.

Para complementar nossa opinião, compartilhamos o artigo de Marcos Coimbra, reproduzido no Blog de Luis Nassif.

Enviado por luisnassif, dom, 21/10/2012 – 10:00

A Última Semana

Marcos Coimbra

Termina no próximo domingo a eleição municipal de 2012. Em 50 cidades, os eleitores voltam às urnas para votar em um dos candidatos a prefeito que disputam o segundo turno.

Entre essas, na maior cidade brasileira e outras 16 capitais estaduais.

Foram as eleições mais conturbadas desde a redemocratização. Por decisão sem fundamento técnico, o Supremo Tribunal Federal (STF) resolveu fazer o julgamento do “mensalão” exatamente no meio do período eleitoral.

O ápice dessa “coincidência” ocorre ao longo desta semana, que os ministros consideram adequada para terminá-lo. 

Para não atrapalhar a viagem ao exterior do Relator – certamente de importância fundamental para o País -, vão deliberar a respeito das penas aos condenados nas vésperas da eleição. Em tempo de preparar as manchetes dos últimos dias.

E ainda há quem se preocupe em silenciar os carros de som nessa hora, para que não perturbem os eleitores enquanto refletem sobre sua decisão final!

Parece que o Judiciário não se incomoda que o julgamento interfira na eleição. Como disse o Procurador-Geral da República em inacreditável pronunciamento, acha até “salutar”.

Os principais veículos da indústria de comunicação dedicaram ao julgamento uma cobertura privilegiada. Na televisão, no rádio, na internet, nos jornais e revistas, foi, seguramente, maior que aquela que a eleição recebeu.

Só os muito ingênuos acreditariam que a grande imprensa foi movida por objetivos morais, que estava genuinamente preocupada com as questões éticas suscitadas pelo “mensalão”. Basta conhecê-la minimamente, saber quem são seus proprietários, articulistas e comentaristas, para não ter essa ilusão.

E lembrar seu comportamento no passado, quando fatos tão graves quanto os de agora – ou mais – aconteceram sob seu olhar complacente.

Como mostra nossa história moderna – desde o ciclo Vargas aos dias de hoje, passando pelo golpe militar de 1964 e a ditadura -, a grande imprensa brasileira escolhe lado e não hesita em defendê-lo. Tem amigos e adversários.

A uns agrada, aos outros ataca. 

No julgamento do “mensalão”, a discussão ética sempre foi, para ela, secundária. O  que interessava era seu potencial de utilização política.

Seria engraçado imaginar uma situação inversa, na qual os denunciados não fossem “lulopetistas” e sim representantes dos partidos que hoje estão na oposição. Se o STF fizesse como faz agora, não mereceria o coro de elogios que ouve, não seria tratado como bastião da moralidade.

Seus ministros, ao invés de receber tratamento de heróis, estariam sendo achincalhados.

Especialmente os indicados por Lula e Dilma. Pobres deles! Cada voto que emitissem contra um oposicionista seria suspeito (o que ajuda a entender porque, no caso concreto, exatamente esses se sintam no dever de ser punitivos ao máximo).   

Nunca foi tão apropriada a teoria de que a eleição municipal é a ante-sala da presidencial. Não para a maioria do eleitorado, que não pensa assim. Mas para a oposição – nos partidos políticos, na mídia, no Judiciário, na sociedade.

Fizeram tudo que podiam para transformar as eleições em uma derrota para Lula e o PT. Imaginaram que os dois sairiam delas menores, derrotados nos principais embates. E que, assim, chegariam à eleição que interessa, a presidencial de 2014, enfraquecidos.

Não foi isso que ocorreu nos confrontos que terminaram no dia 7 de outubro. Pelo contrário. Se as pesquisas de agora forem confirmadas, não é isso que ocorrerá no próximo domingo.

Goste-se ou não do ex-presidente e de seu partido, é um fato. E contra fatos, não há argumentos.

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