GOVERNOS NÃO DEVEM GASTAR COM PROPAGANDA

A mídia, nos países democráticos, advoga liberdade de imprensa, cobra anúncios dos governos, e trabalha contra os gestores públicos, legitimamente eleitos, quando defende setores radicais, que sufocam o povo e os leva a situação de constrangimento moral e social.

Ao mesmo tempo que buscam anúncios nos órgãos estatais, trabalham na defesa de negócios espúrios, muitas vezes sendo um braço político de setores contrários aos governos aos quais buscam financiamento. Ou atuando como parceira de quadrilhas, cujos interesses estão localizados no centro administrativo e financeiro das nações. Vide o caso Veja, Cachoeira, etc..

É lógico e racional que não se advoga, que governos paguem mídias para defendê-los, ou calar-se sobre desvios de condutas políticos, ou evasão de dinheiro público. Não é isso.

O que não se admite, e isso tem sido um pensamento corrente dos grandes jornalistas, mundo a fora, é que, sendo a empresa jornalística uma concessão pública, venha a trabalhar contra essa mesma democracia, que lhe permite auferir ganhos estratosférico, muitos destes valores advindo de fontes estatais desse mesmo governo, que a empresa tenta derrubar. Ou influenciar negativamente a população para fazer com que os governantes enfraqueçam, de tal modo que não possam influir na eleição de um candidato de seu partido, como aconteceu em Fortaleza com ataques concatenados por empresas jornalísticas para beneficiar partidos políticos  contrários aos do gestor.

Mas, já começa a se desenhar uma nova reação, advinda de setores governamentais, no sentido de bloquear o custeio de mídias de empresários, que advogam liberdade para seus negócios, buscam financiamento público para suas empresas midiáticas, e espremem os governantes contra seu povo, omitindo informações de interesse público, criando fatos, prejulgando, julgando e condenando gestores públicos, praticando o assassinato de reputação, como bem se exemplificam os casos de Erenice Guerra e do ministro dos esportes Orlando Silva, ambos vítimas de assassinato de reputação, mas inocentados após ampla investigação, sem que a eles fosse permitido direito de resposta.

É uma questão que bem se encaixa numa discursão mais ampla. Ora, se um órgão público não vende seu produto em balcão de negócios, não disputa mercado, não faz concorrência, porque gastar bilhões de reais em mídias?

O nosso Blog Martins Andrade e Você traz um post do Blog do Miro, jornalista Altamiro Borges, que já apresenta essa novidade, vinda do presidente Rafael Correa, do Equador.

Os países do Cone Sul têm dado bons exemplos, aos demais países do mundo, nas áreas do comércio, setores sociais e um leve crescimento econômico.

Oxalá que esse exemplo, dado pelo presidente do Equador, seja um componente contagiador aos demais países da América do Sul, dentre eles o Brasil, e o resto do mundo, que gastam bilhões de dólares em propaganda em detrimento a outros investimentos,que poderiam render bens sociais às populações indigentes.

As empresas midiáticas devem correr atrás de patrocínios no meio  privado. Governos não devem gastar com propaganda.

Martins Andrade 

Leiam o post de Altamiro Borges.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Correa suspende publicidade na mídia

Por Altamiro Borges

O presidente do Equador, Rafael Correa, anunciou ontem (30) a suspensão de toda a publicidade oficial na mídia monopolista do país. "Não vamos mais usar o dinheiro do povo equatoriano para beneficiar negócios privados", explicou o mandatário durante uma solenidade. Em junho passado, ele já havia solicitado aos proprietários das emissoras de tevê e rádio e dos jornalões que rejeitassem, voluntariamente, os anúncios do governo. Como não recebeu qualquer resposta, Correa decidiu agora baixar um medida neste sentido. 

Meia dúzia de barões da mídia

A mídia local, a exemplo da brasileira, vive criticando os supostos ataques à liberdade de expressão no país, mas abocanha fartos recursos em publicidade do governo. Agora, ela engolirá do seu próprio veneno. Sem dinheiro público, ironizou Correa, ele terá ainda mais "liberdade" para atacar o governo e promover ações golpistas. A decisão do governo abalou os barões da mídia da nação vizinha. Diego Cornejo, presidente da Associação Equatoriana de Editores de Periódicos, disse que a medida "vai contra a lógica dos negócios".

Para Rafael Correa, a mídia privada poderá agora comprovar se faz jornalismo por razões éticas ou por interesses econômicos e políticos mesquinhos: "Para quê vamos seguir enchendo os bolsos de meia dúzia de famílias quando claramente nos dizem que antepõem os seus negócios ao direito do público de estar bem informado". O secretário nacional de Comunicação, Fernando Alvarado, já foi orientado pelo presidente equatoriano a não enviar mais publicidade oficial para as seis famílias que monopolizam a mídia no país.

Se a moda pega no Brasil…

A decisão do governo equatoriano deverá gerar uma gritaria infernal dos barões da mídia no mundo inteiro – inclusive no Brasil. Mas os ataques apenas revelarão a incoerência destes impérios. A mídia privada atua como partido de oposição aos governos progressistas e prega abertamente a redução do papel do Estado. No entanto, ela vive mamando nos cofres públicos, via isenções, subsídios e publicidade. Ela usa o dinheiro dos contribuintes para reforçar o seu monopólio, contrapondo-se à verdadeira liberdade de expressão.

Agora, sem anúncios oficiais, ela terá mais dificuldades para exercer a sua ditadura midiática. Se a moda pega na América Latina, muitos veículos monopolistas sofrerão um bocado no falso "livre mercado". No Brasil, por exemplo, alguns veículos e colunistas amestrados serão obrigados a mudar de ramo. Segundo cálculos parciais, somente o governo federal e as estatais desembolsam cerca de R$ 1,5 bilhões ao ano em anúncios publicitários. Já os governos estaduais investem outros R$ 2 bilhões anuais.

Como ficariam a TV Globo, a Veja e outros veículos partidários do estado mínimo neoliberal sem estes R$ 3,5 bilhões anuais?

Postado por Miro às 12:42

Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Orkut

Anúncios
Post a comment or leave a trackback: Trackback URL.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: