AUTO DE EXPIAÇÃO


— Sem buscar palavras inovadoras,

 Mas apelando aos velhos regulamentos militares,

 Aproveito esta oportunidade para ordenar

 Uma vez mais ao Exército,

Na presença de toda a sociedade:

 

 Ninguém está obrigado a cumprir

 Uma ordem imoral

Ou que se afaste das leis

E dos regulamentos militares.

 

 Quem o fizer

Incorre em uma conduta viciosa,

Digna da sanção que sua gravidade requeira.

 

Sem eufemismos,

Digo claramente:

 

Delinqüe quem vulnera a Constituição nacional.

Delinqüe quem emite ordens imorais.

Delinqüe quem cumpre ordens imorais.

Delinqüe quem, para cumprir um fim que crê justo,                                                                  

Emprega meios injustos e imorais.

 

A compreensão desses aspectos essenciais

 Faz a vida republicana de um Estado.

 

Em nome da luta contra a subversão,

O Exército derrubou o governo constitucional

E se instalou no poder em forma ilegítima,

Num golpe de Estado.

Venho pedir perdão por isso

E assumir a responsabilidade política

Pelo desatino cometido no passado.

 

No poder, o Exército cometeu ainda outros delitos.

 

O Exército prendeu

seqüestrou,

torturou

 e assassinou

 

–tal qual o fizeram os delinqüentes subversivos –

 

 

E muitos de

 

Seus membros

 

 viraram

 

delinqüentes

 

como eles.”

 

General MARTIN ANTONIO BALZA

Comandante Supremo do Exército Argentino

Abril de 1995

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