QUEM PODE ROUBAR – O AXIOMA DA MÍDIA

UMA CAMPANHA FORA DE PROPÓSITO

Quem tem menos de 25 anos, ou está nesta faixa etária, com certeza não se recorda o que se passava com esse país há 10 anos.

 

Geralmente um jovem entre 10 e 15 anos é desligado de política e da vida nacional. Ligam-se mais nos clubes do coração, sons e points do momento.

 

Esses jovens, há dez anos, ainda caminhavam pelos corredores dos colégios, permaneciam em salas de aulas, buscavam conhecimentos, mas não tinham certeza sobre o futuro, porque quase 20% da população econômica do nosso país estavam desempregadas, graças à política econômica neoliberal imposta pelos governantes da hora. E, por ironia, muitos desses desempregados eram seus próprios pais.

Há dez anos, a grande maioria ainda tateava informações sobre onde continuar seus estudos para a grande competição do emprego, porque as universidades ainda eram inacessíveis a milhões de jovens brasileiros. Sobretudo àqueles desprovidos de recursos financeiros, dado à categoria sócio/econômica de suas famílias. Muitas delas sequer conseguiam o suficiente para o provimento das necessidades básicas do dia-a-dia, imagine ter saldos para financiar os estudos dos filhos.

 

Profissionalmente, aqueles jovens cujos pais detinham cargos ou indicações políticas em órgãos públicos, ou se beneficiavam de padrinhos poderosos, conseguiam algum emprego. Muitos deles subemprego, cujo salário mais parecia um bônus, que o noviço recebia satisfeito, sem ter idéia do quanto sua profissão valia no mercado de trabalho, porque não havia mercado. Onde há desemprego, não há mercado de trabalho.

 

Esse jovem, hoje, com mais ou menos 25 anos, tem uma gama de universidades públicas e privadas, que foram aumentadas nestes últimos dez anos, à sua disposição, para preencher a lacuna de qualificação técnica até então existente; um mercado de trabalho com campo aberto para as mais diversas profissões, um déficit que a política neoliberal nunca conseguiu diminuir; e oportunidades, muitas oportunidades para esse jovem desenvolver suas aptidões com um salário compatível com sua qualificação. Não mais aquele bônus de favor conseguido por seus país ou padrinhos políticos.

 

Politicamente, por estar “noutra”, esse jovem de então, com seus doze a quinze anos de idade, jamais percebeu o que se passava fora do ambiente doméstico, as dificuldades dos pais em manter as famílias dentro de um padrão de sobrevivência aceitável, exceto para os bem-aquinhoados de favores políticos, e uma inflação de 12%, que já corroía os salários das famílias, e muita corrupção.

 

Sobre corrupção, esses jovens foram vilipendiados em seus direitos de informações, quando a grande imprensa nacional escondeu, sob o tapete da vergonhosa leniência e adesão política, os grandes desvios de recursos  praticados pelos mais diversos agentes públicos ou privados, que davam apoio à política de então.

 

Inclusive as próprias empresas de comunicações foram beneficiárias de recursos públicos, através de um programa exclusivo para esse fim.

 

Hoje, uma conjunção de partidos políticos de oposição com as grandes empresas de comunicações está cooptando esses jovens para uma grande frente contra a corrupção, quando atos corruptivos por eles praticados, ou foram escondidos ou abafados.

 

Estão convocando aqueles meninos de dez anos atrás, para irem à rua, gritar por um combate à corrupção, cujas ações o governo já as faz por conta própria. O governo corta a corrupção em sua própria carne, o que torna possível se conhecer onde o dinheiro público é desviado, quem o desvia para as exonerações e punições devidas. Coisas que os convocadores desses jovens nunca tiveram a coragem de fazer.

 

A mídia nacional, que faz oposição ao governo, está convocando esses jovens para um direcionamento diferente ao que eles propalam.

 

Nos últimos dez anos foram desviados cerca de 40 bilhões de reais de recursos públicos.

 

Na contramão, os grandes sonegadores de impostos desviam 200 bilhões de reais mensalmente. Cinco vezes por mês o que os partidos políticos e mídia oposicionista reclamam para dez anos.

 

Sem contar o período em que foram governo e não prestaram contas com ninguém.

 

A mídia convoca os jovens para a rua, não com a idéia de combater a corrupção em si, mas para usá-los com objetivos políticos.

 

Todo brasileiro é um combatente de atos corruptivos, exceto os partidos de oposição e a própria mídia, porque nunca o fizeram no momento mais negro da corrupção em nosso país, que foi o período de oito anos de FHC, quando bancos estaduais ( todos)  foram falidos, bancos regionais federais tiveram seus recursos desviados para amigos financiadores de campanhas.

 

Foi nesse período negro de nossa história, escondida pela mídia amiga, que tivemos vários crimes contra a humanidade praticados por brasileiros (a mídia e  os partidos que hoje fazem oposição) contra nosso povo pobre e desprezado pelos grandes consórcios antinacionais.

 

A mídia escondeu, e ainda esconde desses jovens, que recursos de bancos regionais, como o Banco do Nordeste, que financiavam os Pronafs – Programa de Agricultura Familiar e o microcrédito, bem antes foram fechados para priorizar recursos para uma industrialização, que nunca se desenvolveu, mas que tiveram um efeito devastador na mobilização social brasileira, sobretudo no nordeste.

 

Por conta da redução desses financiamentos, os agricultores, desesperados, sem recursos para investir na lavoura, arrumaram as malas, pegaram seus filhos e migraram para os arredores dos grandes centros, favelizando as cidades, e preparando as populações para a convivência com a violência, uma vez que o fruto daquela migração foi a marginalização das crianças e a perversão das jovens para a prática de prostituição infanto-juvenil.

 

Um crime contra a humanidade que poucos jovens conhecem, porque essa mesma mídia que hoje os convocam, sempre lhes escondeu.

 

A mídia convoca a você, jovem, para uma batalha que não é sua, nem minha, mas da justiça.

 

O governo tem feito seu papel ao disponibilizar cerca de 19 mil policiais federais, procuradores, promotores, agentes públicos como CGU, TCU e outros no combate à corrupção.

 

A justiça é que procura crase em frases mal redigidas para não julgar ou liberar bandidos

 

A mídia te convoca para frente anticorrupção, mas não mostra quem encabeça essa caminhada.

 

Ali, no batalhão de frente desses novos lideres anticorrupção, estão políticos com processos no supremo, de até um bilhão de reais, exatamente por corrupção!

 

E a justiça não julga, nem essa mídia que te convoca, divulga, nem cobra.

 

Mas, a mídia faz questão de escondê-los porque, se mostrá-los, você não sairá de casa para atendê-la.

 

E não este o propósito dessa frente anticorrupção. A mídia quer botar você na rua para que ela ajude aos partidos de oposição a voltar ao poder.

 

Com isso, a mídia brasileira preenche o principal axioma sobre corrupção: é ela quem diz quem pode roubar

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