DILMA E O GARROTE

Vaqueiro que se aproxima do dono da fazenda, fazendo cortejos, pensa que agrada ao coroné. Na verdade está permitindo que o fazendeiro aperte cada vez mais o garrote sobre seu pescoço.

A presidenta Dilma tem se aproximado demais de seus coronéis-algozes da companha política.

Os principais veículos de mídia do Brasil, durante a campanha à presidência, abusaram em suas atitudes oposicionistas.
O jornal Folha de São Paulo chegou a publicar uma ficha falsa da então candidata, deixando em situação deplorável ante a opinião publica e de seus eleitores.
Jornais, redes de televisão, revistas e demais veículos foram ao extremo para detratar a imagem da mulher candidata, e desconstruí-la perante a opinião pública.

Agora, a presidenta tenta se aproximar dessas empresas e empresários.
Para ela, mulher e mãe, a compreensão, o carinho, o despreendimento, o perdão, tudo isso faz parte da alma humana e está enraizado na personalidade feminina.
Daí a tentativa de aproximação aos seus detratores de campanha, buscando o enterro do passado, e preparando pautas para amanhãs de melhores convivências e racionalidades entre ambos.

Nessa tentativa, a presidenta já foi à redação do Jornal Folha de São Paulo, passeou pelas redações das Organizações Globo e já fez acenos para outras empresas do ramo.
Não deveria ter feito isso.
Do alto de sua posição, deveria propor leis que regulassem essas atividades, assim com existe para o engenheiro, médico, dentista, e outras profissões ou atividades humanas.

Na grande fazenda, o chicote do coroné só aparece quando alguém ousa contrariá-lo.
E os coronés da mídia estão babando com a sinalização da presidenta, tentando se aproximar deles.
Nada deixa um coroné mais satisfeito do que uma serventia voluntária.

Nesse instante, a presidenta Dilma é o vaqueiro que tenta agradar ao fazendeiro.
Não foi ele quem desceu da varanda da casa grande para encontrar o vaqueiro humilde, que tenta agradá-lo. Tampouco ele o chamou.
O vaqueiro está vindo por que quer.
Mas o chicote está pendurado no armador do alpendre. Se o vaqueiro não agradar, ou não retribuir com favores a hospitalidade, a pêia canta.

Na verdade, a presidenta Dilma Rousellf está chegando ao varandão das grandes fazendas mídiáticas, levando couro cru como presente aos fazendeiros-empresários.
Quando o garrote começar a apertar o pescoço da presidenta, que ela não reclame: foi ela quem levou o material para os fazendeiros.

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