DEMOCRACIA DA REDE GLOBO

A DEMOCRACIA DO SARGENTO TAÍNHA.

Jornal é um amontoado de folhas de papel impressas, com fotos ou não, que chega às mão de pessoas – leitor, após passar por quase batalhão de profissionais.

Chefe de jornalismo é o profissional que recebe as ordens do dono do jornal, para pautar o que os jornalistas deverão desenvolver, escrever.
É ele quem orienta como a matéria deverá se desenvolver.

Jornalista é o profissional encarregado de transformar uma matéria em notícia, após receber uma pauta, ir a campo para buscar a informação, ouvir e anotar o que disseram os envolvidos de um lado ou outro, para depois, na redação, finalizar a matéria e mandá-la a um revisor ou editor para fechá-la. Só então, todo aquele trabalho vai para a impressora para virar jornal.

Observe que, quem deu as ordens pode nem jornalista ser.
Geralmente não o é.
São empresários e sua principal função é ganhar dinheiro.

No jornal, a única pessoa que não tem opinião própria é exatamente quem está encarregado de escrever: o jornalista. Ou escreve o que se pede ou vai para rua.

A função do jornalista é espinhosa, perigosa, porque ao final da matéria, no jornal, a assinatura que sai é a dele, e não a de quem o mandou escrever. (Leia: Precisa-se de jornalista)
O dono do jornal nem aparece…
Contudo, vem deste, toda a carga que a notícia possa conter.

É ai que entra dinheiro. Muito dinheiro!

Quem já se aproximou do dono de um jornal, ou de seu preposto, para plantar uma informação, sabe do que estou falando.

Quando falei que a missão do jornalista é difícil, pode crer!

Ao “negociar” uma matéria, o dono do jornal ou seu preposto, repassa a idéia para a chefia de jornalismo, que vai orientar seus comandados para direcionar as entrevistas, as pesquisas, as opiniões, de modo a que essas se justaponham às teses que o dono deseja.

Essas teses podem se desenvolver sobre política: favorecendo ou prejudicando partidos ou governantes; sobre pessoas: com a prática do assassinato de reputação de cidadãos, ou derramamento de elogios; ou incursionar pela contramão constitucional, quando faz tentativas para derrubar governantes legitimamente eleitos, ou ainda, por essa mesma via, jogar a população contra instituições e autoridades constituidas, como está fazendo a Rede Globo, nesse instante, no Brasil.

A Rede Globo tramou jogar as instituições das Forças Armadas: Exército, Marinha e Aeronáutica contra uma autoridade legitimanente constituída, o récem nomeado Ministro da Defesa Celso Amorim, para criar uma crise institucional, que talvez desaguasse numa tomada de poder, ou uma ditadura.

O fato vazou através de um jornalista da própria Globo, que indignado, levou para fora do círculo da redação a informação. Esta foi parar na internet, abortando os ideais golpistas de uma empresa de mídia, que gozando de múltiplas concessões públicas, tentaria indispor toda uma estrutura democrática, construída ao custo de muitas vidas, perseguições e torturas, contra as Forças Armadas.

Agora a rede Globo está à procura do profissional que vazou a informação. Ela que diariamente prega democracia em sua programação, luta pela ditadura. Um contra-senso que só encontra explicação numa tirinha de desenho do Recruta Zero, publicada em um jornal, nos anos 80, com os seguinte diálogo:

O Sargento Taínha: “O Exército é uma instituição autoritária que luta pela democracia”
O Recruta Zero: “Você nem sabe o que é isso!”
O Sargento Taínha: “Sei, sim! É uma mãozada no seu pé do ouvido!”

Nesse instante a Rede Globo corre atrás de quem vazou a informação para dar uma mãozada no seu pé-do-ouvido.

É a democracia da Rede Globo.

Abaixo, com créditos para o Blog de Luis Nassif, a matéria sobre a caça às bruxas na redação da Rede Globo.

A ESTRATÉGIA DA GLOBO COM CELSO AMORIM
Enviado por luisnassif, qua, 10/08/2011 – 12:43

A caça às bruxas na Rede Globo

Uma fonte na TV Globo conta que desde sexta-feira começou uma caça às bruxas na emissora.

Eles querem saber quem foi que vazou para o Rodrigo Vianna o plano de desqualificar o novo ministro da defesa, Celso Amorim. Como era sigiloso e envolveu não mais do que 20 profissionais de três capitais, eles consideram que fazer o mapeamento e achar o “traidor” é questão de tempo.

Só que eles ignoram que este tipo de segredo é de polichinelo, não dá para ser guardado numa redação. Por uma razão simples: um editor tem sempre outro editor com quem troca confidências. Repórteres, mesmo que tenham sido poucos e confiáveis os acionados, sempre comentam com os cinegrafistas – afinal têm uma amizade muito longa. E, não raro, há alguém que ouve, um auxiliar, um motorista… Portanto, esqueçam, será impossível descobrir de onde partiu a notícia que caiu como uma bomba no colo dos gestores.

Dizem até que o Código de Princípios que estava planejado para ser divulgado depois de um Seminário, com pompa e circunstância foi antecipado. Os principais apresentadores do Jornal Nacional, Wiliam Bonner e Fátima Bernardes teriam sido convocados para trabalhar no fim de semana, fato raríssimo. Tudo para tentar apagar o incêndio de proporções desastrosas.

Sinal de que há sim um grupo lá dentro muito insatisfeito com o comando do jornalismo. Na Avenida Chucri Zaidan, por exemplo, onde fica a sede da emissora em São Paulo, o clima é de tensão e medo. O vazamento é tratado como crime e ao traidor está reservada a forca, o esfolamento – como na pintura de Michelângelo na Capela Sistina – com consequente exibição de vísceras em praça pública.

Ninguém mandou tratar jornalismo como se fosse mercadoria. Jornalismo é informação, sem viés ideológico, sem interesse econômico e político. Simples assim!

http://maureliomello.blogspot.com/2011/08/valei-me-sao-bartolomeu.html

Esse jornalista anônimo que denunciou os planos da Globo merece um prêmio. E nós precisamos de mais gente assim — que investiguem e denunciem o que está errado dentro de suas organizações.

Corporações não são pessoas, não devemos fidelidade à elas — devemos ser fiéis apenas aos nossos princípios e à nossa consciência.

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